Brasil: Momento para refletirmos

"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário." George Orwell







Caros amigos e inimigos leitores,





O momento atual de crise política - e econômica também - nos faz pensar sobre o papel do cidadão brasileiro na política do país.O Brasil teve o processo de impeachment votado para valer em três oportunidades: Porém o processo de impedimento em si,  nunca foi aplicado no Brasil já que no caso de Fernando Collor de Mello ele renunciou em 1992 em meio ao processo de impeachment.
Getúlio Vargas foi quem teve o primeiro processo aberto para valer em 1953. Vargas foi acusado de favorecer o Jornal Última Hora com financiamentos de bancos públicos e também de  tentar implantar uma "República Sindicalista". O pedido propriamente dito, foi votado em 16 de junho de 1954 e contou com 211 deputados presentes. Mas amparada por pressões da elite rural e lideranças empresariais, a petição foi rejeitada pela Câmara dos deputados por 136 votos contra 35, e 40 abstenções. Um ano depois, Vargas estava pressionado - inclusive pelos militares -acabou dando um tiro no coração. 








O caso recente, como todos sabemos, é o da presidente Dilma Rousseff. O pedido contra a atual presidente foi feito no dia 21 de outubro de 2015. A petição foi elaborada pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Junior.
No documento, que foi apresentado na data citada ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os autores da petição alegaram que a chefe do Executivo descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao ter editado decretos liberando crédito extraoridnário, em 2015. Esta 'manobra fiscal' foi reprovada pelo TCU (Tribunal de Contas da União)
No dia 02 de Dezembro de 2015, o presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha, autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Houve ainda no país algumas tentativas ao menos contra, Floriano Peixoto (1891-1894), Campos Salles (1898-1902), Hermes da Fonseca (1910-1914), Fernando Henrique (1995-2003) e, por fim, Luis Inácio Lula da Silva (2003 - 2011). Para ler mais detalhes a respeito, clique aqui! 
As regras sobre os processos de crimes de responsabilidade estão na Lei 1.079, sancionada em 1950 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. 
Segundo informações do jornal Gazeta do Povo, cita que após Fernando Collor existiram 61 tentativas de impedir o mandato de presidentes. Para ler a respeito em detalhes, clique aqui!
Estou deixando os links para que as informações sejam vistas em detalhes, e também se eu colocar tudo neste artigo, o texto vai ficar muito longo.



O que foi citado acima, é para fazer um breve panorama sobre as reflexões que vem a seguir. 
Agora, trago algumas considerações sobre o que vivemos na política nacional. Não estou aqui para defender partidos e/ou políticos. Se vou defender algo, é o Brasil logicamente por ser brasileiro e por querer ver o país prosperar e não recuar.
O que cada cidadão precisa fazer - e devo dizer que me incluo nisso -  é refletir sua participação na política brasileira. 
Não podemos mais nos permitir de pensar que nosso compromisso com a política se resume no dia das eleições, sejam elas as municipais, sejam elas as nacionais.
Nosso compromisso vai muito além do voto. É uma responsabilidade muito grande o ato de votar em fulano(a), ciclano(a). Porque quem ganhar vai conduzir os destinos da cidade, do Estado e do País, vão administrar nosso suado dinheiro que o governo arrecada quando pagamos impostos e, portanto, eles devem fazer a vontade do povo, claro, desde que seja feito de maneira lícita e correta.
Não podemos trocar nosso voto por qualquer tipo de promessas que venham a favorecer única e exclusivamente uma pessoa.
O candidato que fizer isso, deve ser denunciado em meu modesto ponto de vista.
O nosso dinheiro que o governo arrecada quando pagamos impostos, deve ser aplicado para o benefício da cidade, do Estado e obviamente do país. É preciso que a famigerada lei de Gérson que faz tanto mal para nós mesmos.
O governo atual, por exemplo, fala em aumento de impostos, não podemos aceitar mais isso, pois o governo quer ir pelo caminho mais fácil que é massacrar e impor sacrifícios ao cidadão mas, o próprio governo, faz de conta que faz a sua parte quando não a faz.
Só o governo federal está inchado, um verdadeiro elefante branco, e não quer cortar seus gastos, diminuindo o número de funcionários públicos, cortando mordomias, não fala em reduzir para valer o número de ministérios que hoje são 39, é um absurdo!
Temos 513 deputados e 81 senadores, é exagerado. Se temos 26 estados, mais o Distrito Federal, temos que ter 27 Deputados e Senadores também ser 27. Imaginem a economia que seria  feita e, assim poderia se investir mais em Educação, Saúde e Infraestrutura.
Nós como cidadãos, precisamos aprender a ser mais exigentes quanto a qualidade dos políticos, parar de ficar votando de qualquer jeito.



Parar de dizer -pois é uma visão cômoda - de que não adianta votar em outros porque os ruins voltam por ter gente que os reelege. Se os ruins voltam, a culpa é nossa! Devems ser mais seletivos.
Os brasileiros precisam se unir mais para que o bem estar coletivo seja o grande vencedor. Para que não seja necessário, ficar fazendo manifestações para impedir o prosseguimento de um presidente que não faz o que prometeu e governa mal.
É preciso entender que o voto também é uma grande arma para tirar os políticos que são comprovadamente incompetentes. Precisamos cobrar o voto distrital misto, para podermos acompanhar melhor os políticos que foram eleitos para nos representar.
Para termos um Brasil melhor, depende dos brasileiros de nós mesmos.
Gostaria que nesta crise cada um de nós tire uma grande lição - no bom sentido da palavra - sobre política: que precisamos ser mais participativos e menos omissos, os políticos eleitos vão fazer a parte deles a partir do momento que cada um de nós entender que devemos cobrá-los para que façam seu trabalho e que governem para o povo.
Se queremos gente séria na política, devemos aprender a separar o joio do trigo, não votar mais nos candidatos ruins e ver quem é o melhor e manter estes que foram competentes.
O momento, requer nossa reflexão e não uma guerra entre o povo, pois se isso acontecer, quem vai perder é o povo, mais uma vez. O povo deve se unir e, dentro da lei e da ordem cobrar dos políticos as mudanças necessárias. Para termos bons governantes, devemos fazer nossa parte que é cobrar, fiscalizar e votar melhor e não eleger e reeleger gente ruim. Para isso, é preciso pesquisar sobre cada candidato porque só assim podemos tirar pelo voto os ruins e eleger os melhores. Vamos refletir sobre isso.


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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui











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