Lava Jato denuncia ex-assessor parlamentar

"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos sem caráter, dos sem ética...o que me preocupa é o silêncio dos bons." Martin Luther King







*Lava Jato denuncia João Claudio Genu pelo recebimento de mais de R$ 6 milhões em propina desviada da Petrobras

Ex-tesoureiro do Partido Progressista (PP) também é acusado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro

Procuradores da força-tarefa Lava Jato em Curitiba ofereceram denúncia contra João Claudio Genu, ex-assessor parlamentar do ex-deputado José Janene e ex-tesoureiro do Partido Progressista (PP) pelos crimes de pertinência à organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo valores provenientes do esquema criminoso instalado na diretoria de abastecimento da Petrobras. Também foram denunciados Lucas Amorin Alves, Jayme Alves de Oliveira Filho, Rafael Ângulo Lopes e Carlos Rocha (“Ceará”) pela participação no esquema de corrupção da Petrobras, além de Cláudia Contijo Genu, esposa do ex-assessor parlamentar, pelo crime de lavagem de dinheiro.

As investigações apontaram que Genu era um dos beneficiários e articuladores do esquema de desvio de recursos da estatal petrolífera, recebendo um percentual fixo da propina destinada ao PP. De acordo com os procuradores, o ex-assessor permaneceu associado de forma estável e permanente à organização criminosa que vitimou a Petrobras pelo menos até a deflagração da fase ostensiva da Lava Jato em 17 de março de 2014. Como provas, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou planilhas de propina, depoimentos de diversos colaboradores, e-mails e conversas pelo aplicativo whatsapp que demonstram a ingerência de Genu nos negócios do grupo criminoso, dentre outras evidências. Além disso, a partir dos registros da portaria dos escritórios de Alberto Youssef, os investigadores identificaram diversas visitas de João Claudio Genu  ao doleiro entre 2011 e 2014.








Ainda é imputado a Genu o crime de corrupção passiva por ter atuado com Paulo Roberto Costa, então diretor de abastecimento da Petrobras, para solicitação e aceitação de propina no valor de R$ 357.945.680.52 entre 2007 e 2012. Esse montante correspondia a 1% dos contratos celebrado entre a área de abastecimento da companhia e as empreiteiras Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, UTC Engenharia, Mendes Júnior e OAS.

Para promover o desvio de recursos públicos, as empreiteiras celebravam contratos fictícios com empresas de fachada de Youssef, em montante que chegou a R$ 62.146.567,80. Na sequência, Youssef fazia saques em espécie ou operações de dólar-cabo para disponibilizar recursos aos beneficiários finais do esquema criminoso.

Segundo a denúncia, do valor total desviado entre meados de 2008 e 3 de julho de 2013, Genu recebeu diretamente R$ 4.393.195, € 125 mil (R$ 475.000 mil) e US$ 390 mil (R$ 1.365.000) por intermédio de remessas periódicas de dinheiro em espécie feitas por Youssef. Para concretizar o negócio, na maioria das vezes, o doleiro se servia dos emissários Rafael Angulo, Jayme Alves e Carlos Rocha, o “Ceará”, todos denunciados por corrupção passiva. Em outras oportunidades, o doleiro também utilizava a estrutura de lavagem de dinheiro montada no Posto da Torre, em Brasília, para o envio de propina. Neste caso, Genu contou com a ajuda do seu sócio, Lucas Amorin Alves, também denunciado, para a retirada dos valores no local.

Por fim,  o ex-tesoureiro do PP e sua esposa, Cláudia Contijo Genu, também foram denunciados pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com o MPF, para ocultar os recursos ilícitos e dar aparência lícita a eles, Genu disponibilizou recursos em espécie para Cláudia adquirir joias no valor de R$ 134 mil em uma loja especializada localizada em Brasília, entre 2013 e 2014.

As joias não foram declaradas pelo casal, que não possuía disponibilidade de recursos para a aquisição e não declarou os bens à Receita Federal. Para o MPF, a esposa de Genu tinha conhecimento direto que o dinheiro se tratava de produto de crime, considerando que, na época, o ex-assessor parlamentar já tinha sido condenado no processo do Mensalão pelo saque em espécie de aproximadamente R$ 1,1 milhão das contas das empresas de Marcos Valerio no Banco Rural.

Os procuradores ainda pedem que seja fixado um valor mínimo de reparação do dano em R$ 357.945.680,52, que corresponde à estimativa da propina envolvida no esquema pelo qual os investigados foram denunciados.

Para o procurador da República Diogo Castor de Mattos, “este é mais um caso em que um tesoureiro de um partido envolvido no escândalo é denunciado, o que reforça o caráter partidário e, mais do que isso, pluripartidário do hiperbólico esquema de corrupção que vem sendo desvendado pela Lava Jato”. O coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol concorda, acrescentando que “mais e mais fica evidente que quem mandava no Petrolão eram partidos e líderes partidários, o que revela um sistema político putrefato, que precisa de reforma na mesma proporção em que nosso sistema de justiça precisa mudar para acabar com a impunidade da corrupção. A disfuncionalidade dos sistemas político e de justiça penal são os dois fatores centrais que propiciaram a corrupção sistêmica enfrentada na Lava Jato”.

Genu foi preso preventivamente na 29ª fase da operação Lava Jato denominada Repescagem, já tendo sido condenado no processo do Mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Contudo, naquela oportunidade, o ex-assessor parlamentar não cumpriu pena. A condenação por corrupção prescreveu* e, devido a interposição de embargos infringentes, houve absolvição pelo crime de lavagem de dinheiro.

* A prescrição é uma espécie de cancelamento do caso criminal, sem imposição de qualquer pena ao réu, mesmo quando foi condenado por haverem amplas provas do crime, simplesmente porque demorou muito tempo tramitando na investigação e na justiça, mesmo quando a demora decorre exclusivamente da sobrecarga do Judiciário. Dentre as 10 medidas contra a corrupção, uma delas reforma o sistema prescricional brasileiro, que está dentre os mais lenientes e disfuncionais do mundo.





* Com informações da Assessoria de Comunicação – Ascom
Procuradoria da República no Estado do Paraná






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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui







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Senadora diz:"Impeachment é a parte corretiva da má gestão da presidente afastada".

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Caros amigos e inimigos leitores,



A Senadora Ana Amélia (PP-RS)em seu discurso faz um breve comentário sobre o cenário da crise no Brasil. Durante sua fala, a Senadora cita uma grande empresa inglesa de aviação que chegou recentemente a Argentina para explorar vôos regionais no país vizinho, disse segundo a senadora: "ele (o dirigente) disse que não viria para o Brasil porque é um país muito corrupto.", comenta a senadora que enfatiza em seguida: "Isso é vergonhoso para nós porque é um alto dirigente de uma empresa aérea internacional que opera com vôos muito baratos." 
A senadora ainda cita o problema com a Oi, ela disse: "O caso da Oi, reforça o que a sociedade brasileira tem constatado nos últimos anos.  A gestão do governo afastado cometeu erros muito graves que resultaram na crise que nós estamos vivendo. O processo que estamos julgando ali na Comissão Especial do Impeachment nada mais é do que a parte corretiva deste processo democrático"! Em seguida a senadora completa: "Eu sei que aqui vários senadores e respeito a opinião, mas referirem a palavra "Golpe"   a mim não me atinge porque tenho a consciência do dever que estou cumprindo..", Assista abaixo o importante discurso da senadora Ana Amélia Lemos:








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Teori expede ofício enviando ex-presidente a Sergio Moro


"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética....o que me preocupa é o silêncio dos bons." Martin Luther King













Caros amigos e inimigos leitores,



O site de "O antagonista" informa que o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki acaba de expedir ofício ao juiz Sérgio Moro a respeito dos inquéritos contra o ex-presidente Lula.Para ler outra notícia a respeito do assunto, clique aqui!
O comunicado eletrônico permite que a força-tarefa de Curitiba retome de maneira imediata as investigações em curso contra Lula.
Muitos brasileiros estão aguardando qual será o desfecho destas investigações, vamos aguardar. Para ler o comunicado do site "O Antagonista", clique aqui!



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Ministro do TCU desmacara presidente afastada


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Caros amigos e inimigos leitores,




O Ministro do TCU  Benjamin Zymler afirmou que quando presidia o TCU entre 2011 e 2012, ele fez um alerta a presidente  petista a respeito da dificuldade de fiscalizar a Petrobrás.
De acordo com Zymler, a Petrobras não enviava sobre obras gigantescas como por exemplo, a refinaria Abreu e Lima porque não havia um projeto básico destas operações. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui!
Assista abaixo o vídeo onde o procurador Júlio Marcelo escancara a verdade na frente em frente a Cardozo:





Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), ele é autor da denúncia que levou o TCU a rejeitar as contas do governo de Dilma Rousseff, e falará sobre o que são as chamadas pedaladas fiscais e por que, na visão dele, são graves para o país.Veja abaixo a entrevista do Procurador Júlio Marcelo no programa Roda viva:





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