Lava Jato: força-farefa denuncia Silvio Pereira por corrupção e lavagemde dinheiro


"A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre." Oscar Wilde












*Entre as acusações apresentadas está o recebimento de um veículo Land Rover da empreiteira GDK em 2004

Procuradores que integram a força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federalno Paraná (MPF/PR) protocolaram nesta terça-feira, 8 de novembro, denúncia contra o ex-secretário geral do Partido dos Trabalhadores (PT), Silvio Pereira, os administradores da empreiteira GDK, José Paulo Santos Reis e Cesar Roberto Santos Oliveira, o ex-diretor da área de Serviços da Petrobras, Renato de Souza Duque, e o administrador da Construtora OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como ``Leo Pinheiro´´, pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção da estatal petrolífera.







As investigações apontaram que os administradores da GDK ofereceram e pagaram um veículo Land Rover para Silvio Pereira em troca de favorecimento da empresa na licitação do módulo 1 da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC – Fase III), localiza em Linhares, no Espírito Santo, entre 2004 e 2005. Segundo a denúnciao ex-secretário geral do PT gerenciava com o ex-ministro José Dirceu um sistema de escolha de apadrinhados políticos da legenda para cargos de livre indicação no governo federal.







Entre os cargos escolhidos estava o do ex-diretor da Petrobras, Renato de Souza Duque, que mantinha proximidade com a agremiação partidária e que, juntamente com o ex-gerente e seu subordinado, Pedro Barusco Filho, aceitou vantagens indevidas dos empresários para fraudar as licitações da estatal para enriquecimento pessoal e dos integrantes do partido político.






Conforme as provas levantadas pela investigação e informações repassadas pelo colaborador Milton Pascowitch, durante o ano de 2004, Duque fraudou a licitaçãode Cacimbas em favor da empresa GDK, que acabou vencedora do certame. Em troca, a empresa se comprometeu a pagar 1,5% do contrato que seria firmado no valor de R$ 457.514.281,33, o equivalente a R$ 6.862.714,22.

Em novembro de 2004, uma semana antes do início da concorrência, foitransferido a Silvio Pereira um veículo Land Rover adquirido pela GDK, no valor de R$ 74 milPosteriormente, diante da revelação pública do recebimento do veículo, o recurso de uma das empresas que disputava o certame da obra foi alterado, sagrando-se vencedora a Engevix, também por intermédio de pagamento de propina.

Falsos serviços

A denúncia também imputa o crime de lavagem de dinheiro a Silvio Pereira e Leo Pinheiroentão presidente da OAS, pelo pagamento dissimulado de propinas provenientes da Petrobras por intermédio de falsa prestação de serviços da empresa DNP Eventos, de propriedade do ex-secretário geral do PT. De acordo com os procuradores, entre 2009 e 2011, a OAS pagou R$ 486.160,00 Pereiradesta forma.

Segundo informações prestadas por Fernando Moura, outro colaborador no âmbito da Lava Jato, após o envolvimento do ex-secretário geral no Caso Mensalão, e com o escândalo da Land RoverSilvio Pereira passou a receber uma espécie de “mesada” de propina da UTC Engenharia e da OAS para sobreviver e não revelar os fatos criminosos que tinha conhecimento. 


* Com informações de Ascom Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Paraná



10 Medidas – O combate à corrupção é um compromisso do Ministério Público Federal. Para que a prevenção e o combate à corrupção existam de modo efetivo,o MPF apresentou ao Congresso Nacional um conjunto de dez medidas distribuídas em três frentes: prevenir a corrupção (implementação de controles internos, transparência, auditorias, estudos e pesquisas de percepção, educação, conscientização e marketing); sancionar os corruptos com penas apropriadas e acabar com a impunidade; criar instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Saiba mais em www.dezmedidas.mpf.mp.br.




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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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