Após denúncia da força-tarefa Lava Jato, Sérgio Cabral se torna réu por corrupção e lavagem de dinheiro

"Pecar pelo pelo silêncio quando devemos protestar, torna o homem covarde!" Ella Wheeler Wilcox





O ex-governador do RJ Sérgio Cabral



*Propinas no valor de R$ 2,7 milhões foram pagas pela Andrade Gutierrez ao ex-governador do Rio de Janeiro em contrato da empreiteira para a execução das obras no Comperj
O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho e outras seis pessoas se tornaram réus em ação penal na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba após a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) oferecer denúncia pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em razão do recebimento de vantagens indevidas no montante de R$ 2,7 milhões, pagas pela empreiteira Andrade Gutierrez para execução das obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ). A empresa era integrante do Consórcio Terraplanagem COMPERJ, contratado em 2008 pela Petrobras.





A denúncia relata que Sérgio Cabral buscou, junto aos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez, um percentual de propina correspondente a 1% da participação da empresa no Consórcio Terraplanagem. Em contrapartida ao pagamento da vantagem indevida, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa se omitiu em relação a práticas cartelizadas da Andrade Gutierrez em licitações e contratos com a estatal. Da mesma forma, Sérgio Cabral e Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro) também se omitiram em relação a contratos celebrados pela empreiteira com o Estado do Rio de Janeiro, de modo a não atrapalhar o funcionamento do cartel, bem como beneficiavam a empreiteira no exercício de suas funções.




Entre os anos de 2008 e 2016, os R$ 2,7 milhões em propina pagos em espécie foram submetidos a diversas técnicas de lavagens de dinheiro (fracionamento de depósitos, pagamentos e compras por interpostas pessoas e movimentação de vultosas quantias em espécie), na aquisição de artigos de alto valor, como roupas de grife, móveis de luxo, blindagem de automóveis, entre outros. Em compras de itens de alto valor, os pagamentos fracionados eram efetuados com depósitos em dinheiro abaixo de R$ 10 mil, o que é uma técnica de lavagem de dinheiro bastante conhecida ("smurfing"). Por vezes, os comerciantes enviavam emissários à arquiteta de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo (mulher do ex-governador), para receber valores das compras, que eram pagos em espécie e, asssim, com a utilização de interposta pessoa no pagamento.




Também foram denunciados a esposa do ex-governador, Adriana Ancelmo, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho (ex-Secretário de Estado do Governo do Rio de Janeiro), Mônica Araújo Carvalho (esposa de Wilson Carlos), Carlos Emanuel de Carvalho Miranda (amigo íntimo e operador financeiro de Sérgio Cabral) e os executivos da Andrade Gutierrez, Rogério Nora de Sá e Clóvis Numa Peixoto Primo, pela prática de crimes de corrupção (ativa ou passiva) e/ou de lavagem de dinheiro.
A denúncia da força-tarefa foi oferecida na quinta-feira, 15 de dezembro, e a 13ª Vara Federal Criminal aceitou a peça acusatória nesta sexta-feira, 16 de dezembro, examinando a admissibilidade das acusações, e entendendo estarem preenchidos os pressupostos para que os acusados se tornem réus e respondam ao processo criminal.

* Com informações de Assessoria de Comunicação - Ascom -Procuradoria da República no Estado do Paraná


10 Medidas - O combate à corrupção é um compromisso do Ministério Público Federal. Por esta razão, o MPF apresentou ao Congresso Nacional um conjunto de dez medidas distribuídas em três frentes: prevenção (evitar que a corrupção aconteça por meio de campanhas educacionais, de treinamento, de accountability, de auditoria e de transparência); o estabelecimento de penas adequadas e que saiam do papel; por fim, a criação de instrumentos para a recuperação satisfatória do dinheiro desviado. Essas medidas podem se tornar projetos de iniciativa popular, como foi feito com a lei da Ficha Limpa. Para isso, é necessário coletar, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas de eleitores em todo o país. Saiba mais sobre as medidas e a campanha de coleta de assinaturas no site www.10medidas.mpf.mp.br.


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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui





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