Reflexões sobre a PEC do teto aprovada no Senado

"Pecar pelo pelo silêncio quando devemos protestar, torna o homem covarde!" Ella Wheeler Wilcox









Caros amigos e inimigos leitores,




Ontem - terça-feira (13) - o senado aprovou em segunda votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto que congela os gastos por  20 anos. a prosposta foi aprovada com 53 votos a favor e 16 votos contrários. 
Enquanto a PEC era votada, houve em algumas cidades manifestações em São Paulo, Porto Alegre e Recife.
Na capital paulista, houve depredação no prédio da FIESP, localizado na Avenida Paulista.Já em Recife, onde também teve protestos contrários a PEC e manifestantes atearam fogo em lixo.






Já em Brasília, durante os protestos contrários a PEC incediaram ônibus. O que tenho a comentar sobre as manifestações é o seguinte: Independentemente de ser a favor ou contra a uma votação como é o caso da PEC dos gastos, sou a favor das manifestações. É o direito de cada um, garantido pela Constituição se manifestar a favor ou contra a uma determinada medida. O que não consigo apoiar são as manifestações que acabam em quebra-quebra, atos de vandalismo e depredação. Não consigo ver uma pessoa civilizada apoiar manifestações que acabam em atos de vandalismo, que não merecem apoio.As manifestações que merecem apoio, devem ser feitas de maneira civilizada, sejam elas contrárias a uma lei ou a favor.





Mas tratando o tema  do artigo, gostaria de fazer algumas reflexões sobre o assunto. A PEC do teto não sei se mostra de maneira verdadeira, a vontade do governo em limitar os seus gastos.
Um grande erro - que é tradicional -  de todos os governos que o Brasil teve, é a falta de uma continuidade. Eu explico: Quantas vezes vemos um governo novo entrar e acabar com tudo que o governante anterior fez? Mesmo sendo uma coisa boa e importante? Inúmeras vezes. 
Em meu ponto de vista, quando uma nova gestão entra, deveria ver e avaliar tudo o que foi implantado. O que estiver funcionando bem, deve manter e, se possível melhorar, que inclua algo que vai agregar melhorias, e o que não está funcionando que seja corrigido.
Mas, infelizmente, a política da vaidade impera e a nova gestão acaba com tudo, que foi feito na getão anterior e assim deixar a marca da administração atual. Isto significa também desperdício de dinheiro do contribuinte. Então, disse tudo isso, porque como garantir que esta PEC que foi aprovada, não será derrubada pela próxima gestão? Caso a se pensar.
Mesmo porque, qualquer governo de qualquer país que quer sair da crise econômica, ao ver como estão os gastos do governo, a primeira coisa que vai fazer é cortar despezas.
Sinceramente, não vi até o momento - e também pesquisei e não encontrei nada sobre isso - do governo pegar a tesoura e falar em corte de gastos  para valer, como dispensa de funcionários excedentes a redução das mordomias e benesses dos politicos - estas benesses e mordomias pelo visto o governo não cogita cortar mesmo - a diminuição no uso de aviões e consequentemente nas viagens.






Agora, vejo que existe muita conversa, e pouca ação. Pergunto: se o governo quer realmente controlar seus gastos, porque não se fala em redução inclusive no número de deputados (513) e senadores (81)? Ambos poderiam ter o número reduzido para 27. Este número é o que equivale ao número de estados que são 26, mais um Distrito Federal, a soma apresenta como resultado 27. Tudo bem, alguns podem até dizer que cada senador e cada deputado precisam de um suplente. Certo, até concordo, então que sejam 54 Deputados e 54 Senadores. Mas é preciso cortar gastos do Congresso como os famigerados Auxílios Paletó, moradia, Correio, celular, entre tantas outras benesses.





Só para se ter conta do absurdo, de acordo com as informações do Contas Abertas, que tráz matéria sobre o assunto em seu site, o Congresso custará por dia aos cofres públicos R$ 28 milhões por dia, o que por mês seria cerca de R$ 933,333 milhões. Fico imaginando o que uma redução de parlamentares e de gastos, poderia gerar um  impacto positivo de economia e o dinheiro economizado poderia ser usado em áreas como: Educação, Saúde e infraestrutura. Para ler a matéria sobre o assunto do Contas Abertas, clique aqui!
Veja abaixo o vídeo com reportagem que mostra o Congresso mais caro do mundo, segundo a matéria do telejornal da TV o do Brasil é o mais caro:




O governo precisa realmente controlar seus gastos? Sem dúvida! Mas não pode e não deve em nenhuma hipótese sacrificar áreas importantes como a Educação, Saúde e Infraestrutura. 
É preciso acabar com o desperdício e usar o dinheiro público com 
sabedoria.
A saudosa Margareth Tatcher, que foi Primeira-Ministra, do Reino Unido, definiu bem que o governo tem os recursos dos impostos e que se ele quer gastar mais, o governo vai ter cobrar mais impostos de nós, é por isso que eu digo que devemos, podemos e temos todo o Direito de fiscalizar como e de que maneira o governo gasta o dinheiro público. Assista ao vídeo abaixo com o discurso de Margareth Tatcher:



Para ler a biografia de Margareth Tatcher, clique aqui!



Agora, o alvo do governo é a Reforma da Previdência e, pelo visto, mais uma vez, querem que apenas o trabalhador pague a conta. É uma grande e verdadeira injustiça!
Injustiça por quê? Porque enquanto a conta é apresentada ao povo, mudando as regras para ter o direito de se aposentar, políticos se aposentam depois de 8 anos e com o salário integral. Isso sem falar das outras categorias do setor público.
A Reforma da Previdência, caso ela seja realmente necessária, deve incluir o funcionalismo público, políticos, enfim a todos sem exceção.






A dura realidade é que o povo brasileiro terá que pressionar, sair às ruas - obviamente dentro da lei e da ordem - e mostrar que não está de acordo, e que a Reforma da Previdência não pode sob nenhuma hipótese, prejudicar o trabalhador, pois a grande maioria não tem uma aposentadoria que tenha vencimentos justos a qual cobre todos os gastos do trabalhador aposentado.
Apresentar a conta apenas para o trabalhador da iniciativa privada é injusto e insano.
Quando o governo promoverá mudanças dentro do governo e mudanças para valer? Quando o governo irá cortar seus gastos de maneira profunda e ideal e acabar com suas mordomias e benesses? O dia que o brasileiro que paga seus impostos em dia cobrar tudo isso saindo às ruas e fazer valer a sua vontade, o governo não pode governar para si, deve governar para o Brasil. Para ler a matéria sobre a aprovação da PEC do teto de gastos, clique aqui!


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Twitter: @FrancoBarni




*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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