Mesmo com déficit abaixo do previsto, o governo deve cortar seus gastos


"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário"! George Orwell (Escritor e Jornalista)














Caros amigos e inimigos leitores,


A matéria do jornal Folha de São Paulo, com o título "Governo tem déficit de R$ 154,2 bi em 2016, o pior resultado desde 1997"  comenta que o déficit primário de 2016 foi de R$ 154,2 bi, e que é o pior desde 1997 quando começou a série histórica, de acordo com informações do Tesouro Nacional.
A matéria informa ainda que o resultado foi R$16,3 bilhões menor do que a meta aprovada pelo Congresso para o ano era de R$ 170 bilhões  no máximo - o que já é muito alto -  e menor do que os R$ 167 bilhõeso que o Tesouro afirmou no mês passado projetar para  2016. Vale lembrar o seguinte: foi o terceiro ano seguido de resultado negativo nas contas do governo.
Em minha opinião, já no primeiro ano que o resultado foi negativo, deveria ter chamado a atenção do governo para reagir e buscar a mudança de resultado para que no mínimo a crise fosse amenizada.
Após a divulgação dos dados, foi mostrado a imprensa um vídeo com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comemorando o resultado.
O ministro disse:"O resultado foi melhor do que o previsto, pois realizamos um déficit menor que a meta", completando em seguida, "Conduzimos de forma rigorosa a execução orçamentária e financeira, o que permitiu o pagamento de despesas financeiras de anos anteriores", o ministro completou a informação destacando que os restos a pagar de anos anteriores foram reduzidos em R$ 37.5 bilhões.






O que realmente deve servir de alerta a equipe econômica é que além de seguir o que diz a lei a respeito das despesas do governo, ele deve notar que o sinal vermelho está acesso faz algum tempo.
E a leitura que a equipe  econômica do governo e o presidente devem fazer é que além de controlar os gastos, chegou a hora de a equipe econômica - incluindo o ministro - devem fazer junto com o presidente da república, é perceber que  está na hora dos gastos diminuirem e que não dá mais para simplesmente apresentar a conta ao cidadão brasileiro por meio de aumento de impostos e o consequente aumento de suas alíquotas.







O que passou da hora, é o governo perceber que a máquina estatal está inchada e há muito espaço para cortes, de tudo que gera despesas como: redução de cargos comissionados, redução de parlamentates que atualmente tem 513 deputados e 81 senadores, o que pode ser reduzido para 54 Deputados e 54 senadores incluindo aí seus suplentes. Além de cortar gastos dos parlamentares como: Auxílio Paletó, Auxílio moradia, entre outros.
Se no mês passado o rombo da Previdência foi de R$ 6,8 bilhões - de acordo com a matéria publicada na Folha de São Paulo - será que isso não é um indício de que é preciso acabar com as privilegiadas aposentadorias de parte do setor público e assim, buscar uma aposentadoria que tenha um valor justo seja para o trabalhador da iniciativa privada, seja para o trabalhador do setor público? Pergunto mais, se todos nós somos iguais perante a lei, porque o trabalhador do setor público recebe uma aposentadoria que pode ser considerada privilegiada?





O governo quer fazer a reforma da Previdência, mas o que devemos prestar atenção é em um fato: Que esta reforma não traga mais injustiças, porque o aposentado da iniciativa privada também tem contas a pagar, também vai ao supermercado e, algumas vezes, deve ir à farmácia e o valor da sua aposentadoria deve ser o suficiente para cobrir os gastos mensais.
O cidadão brasileiro está cansado de ver que o governo erra, gasta demais e a conta destes excessos sobra para ele o cidadão comum enquanto os políticos não impõe para si mesmos nenhuma cota de sacrifício e quando o fazem, a sua cota de sacrifício é mínima para não dizer irrisória.
Nós brasileiros não podemos esperar que o governo por si só promova os cortes necessários para reduzir seus gastos. O cidadão brasileiro que paga seus impostos, que vai votar deve exigir, cobrar e pressionar os governantes para que os gastos da máquina pública sejam reduzidos a índices aceitáveis, que sejam reduzidos a normalidade. 
O brasileiro não aguenta mais trabalhar como um burro de carga - em 2016, segundo o G! foram 153 dias - e ver que o retorno dos impostos pagos, são mínimos. Para ler a matéria a respeito, clique aqui!
Em resumo, não adianta o governo querer controlar seus gastos sem que ele promova os cortes do que ele gasta a mais, o que podemos entender que pode existir desperdícios.


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Twitter: @FrancoBarni




*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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