Muito custo e pouco benefício

"Não sei qual é o segredo do sucesso mas, o do fracasso é querer alegrar a gregos e a troianos". John F. Kennedy (ex-presidente dos EUA








Caros amigos e inimigos leitores,




Ao ler as primeiras páginas de um importante jornal brasileiro, a Folha de São Paulo, vi que no dia de hoje - terça - feira 17/01/17 - seu editorial com o título "Vantagens Demais" (clique no título do artigo da Folha de Sâo Paulo para ler o editorial)  que chamou muito a  minha atenção por vir de encontro com minha opinião sobre os gastos excessivos do Congresso Nacional e de nossos parlamentares que exercem seus mandatos.
O único ponto que talvez eu discorde do conceituado jornal, é onde ele diz em seu primeiro parágrafo onde editorial diz:*"Em tempos de bonança, provavelmente passaria desapercebido um aumento de R$2,4 milhões nas despesas de gabinete do Senado. O montante tende a desaparecer diante do orçamento desta Casa, em torno de R$ 4 bilhões ao ano".
Por que a minha discordância? Porque mesmo que alguns não percebam, muitos brasileiros notam este aumento desproporcional de gastos, mesmo em épocas de vacas gordas porque enquanto o Congresso Nacional nos custa R$ 4 bilhões ao ano, segundo o editorial da Folha, temos uma Saúde precária e mergulhada no caos e que não dá conta de prestar um atendimento básico, e os hospitais públicos com pacientes que em vez de ter um atendimento humano e decente e ter um quarto, estão numa maca nos corredores dos hospitais. Isso quando não estão na UTI deitados no chão. Existe ainda o pior, mulheres em trabalho de parto que assistem seus filhos nascerem no banheiro destes hospitais ou em outros lugares.






A Educação está um caos - para não dizer falida - porque as escolas existem mas o que falta é salário digno de respeito aos professores  e que estes possam fazer seus cursos, mestrados, doutorados para que possam oferecer um ensino de qualidade aos alunos.
Sem falar, nos problemas de infraestrutura que temos. Deixar portos e rodovias a iniciativa privada ou de economia mista é uma opção mas não isenta o governo de fazer a parte que lhe cabe, coisa que vem fazendo pouco ou não faz mesmo.





Devo dizer que concordo no trecho onde o editorial diz que no momento de crise - muito grave por sinal -  que atravessamos e cifra é de envergonhar, ainda mais com um déficit público federal, ainda mais quando aceitamos um rombo de R$ 170 bilhões e, diante disso, o governo tenta de alguma forma, com sua conversa para boi dormir, apresentar mais uma vez a conta para o cidadão em vez de pensar de cortar seus gastos bilionários, isso para não dizer absurdos e fora de propósito.
Claro que diante deste quadro de crise, a população que se vê no meio deste turbilhão da crise, onde seu poder de compra vai em queda livre para baixo, se revolta ao ver que os políticos ficam no bem bom, no luxo sendo sustentado por nós.
O sacrifício é imposto aos brasileiros enquanto os  políticos  tem uma lista imensa de privilégios que não seria supresa se eles ficarem meses sem por a mão no bolso enquanto pagamos e bancamos toda a espécie de luxos  fora de propósito. Em resumo, os políticos parecem um bando de meninos mimados que querem mordomias.




Enquanto o salário mínimo nacional é de R$ 937,00, eles recebem cerca de R$ 33.763 e ainda estes podem usar uma cota para despesas associadas as atividades parlamentares:aluguel de escritório político, locomoção, hospedagem, alimentação, segurança privada e divulgação. De acordo com a Folha a verba varia entre R$ 21 mil a R$ 44 mil dependendo do estado de origem.
Isso sem falar nas outrar regalias como auxílio-moradia (ou imóvel funcional), carro com motorista e reembolso médico.
Será que não há muito custo e pouco benefício para os brasileiros com a atual estrutura política que oferece mordomias, mimos e benesses de toda a espécie e em troca nada recebemos dos políticos eleitos que votam para eles inclusive aumento de salário?





Com tudo isso, me faz continuar a refletir sobre a seguinte situação: Será que teremos políticos que em vez de jogar para a torcida com seus belos discursos que encantam mas, na prática são discursos vazios que não se concretizam e ações, não querem trabalhar de verdade e cortar estas benesses e mordomias descabidas e fora de propósito e que nada acrescentam ao bem estar do cidadão brasileiro?
Será que uma meia dúzia de cidadãos de bem dentro da política não fariam a diferença? Será que estes cidadãos de bem  teriam a coragem e a capacidade de acabar com estas mordomias insanas, benesses sem sentido e usar o dinheiro economizado com o fim destes gastos e benefícios insanos, na Saúde, Educação, Infraestrutura?
Será que não chegou a hora - ou até passou da hora - de impor uma redução no número de Senadores, Deputados, cargos comissionados e  suas insanas e contraproducentes mordomias e regalias  e convertê-las em melhorias nos setores que o Brasil precisa de investimentos pesados?




Será que não é hora do cidadão brasileiro acordar e perceber que não deve aceitar do governo que imponha sacrifícios ao cidadão e que estes políticos deveriam, em primeiro lugar para dar o exemplo, impor a sí mesmos  a cota de sacrifício abrindo mão de altos salários, mordomias e benesses insanas e sem sentido? Pergunto, aonde está no Brasil o verdadeiro sentido de Democracia onde o governo é do povo, para o povo? 
Seguindo este caminho, vejo o Brasil entrar em rota de colisão com a sua própria quebradeira, quando o brasileiro vai perceber que deve assumir o timão do seu país para que este não continue desgovernado e no caos?
Quando irão entender que a conta  destes gastos  fora de propósito somos nós mesmos que pagamos por meio da excessiva e absurda carga tributária que pagamos?São tantos impostos que o brasileiro trabalha cinco meses do ano só para pagar esta contraproducente carga tributária elevada com alíquotas absurdas. E que por conta disso, os produtos que compramos são mais caros do que nos outros países. Quando o cidadão vai perceber que se não reagir e agir nada vai mudar?





* Trecho transcrito do Editorial da Folha de São Paulo " Vantagens demais"



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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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