Nâo é preciso crise para administrar com sabedoria o Dinheiro público

"Não sei qual é o segredo do sucesso mas, o do fracasso é querer alegrar a gregos e a troianos". John F. Kennedy (ex-presidente dos EUA)








Caros amigos e inimigos leitores,




Estava eu lendo algumas notícias quando uma em especial acabou chamando minha atenção. A notícia publicada no site de "O Globo" tem o título: "Para enfrentar crise, prefeitos de 14 capitais cortam 104 secretarias".
O que me faz pensar o seguinte: Será que foi necessária uma crise para que os cortes nos governos municipais começassem? Porque os prefeitos, governadores e o governo Federal sempre esperam uma crise para governar com maior zelo ao dinheiro público?
Ora, da mesma maneira que para uma familia, empresa, entre outros o dinheiro não é capim e muito menos cai do céu, para o governo federal, governos estaduais e municipais o dinheiro não se multiplica por milagre. É preciso ter muita sabedoria para gerir tanto dinheiro que é dos brasileiros que pagam seus impostos.
Tais cortes mostram que os prefeitos das capitais - que foram eleitos em outubro de 2016 -  até o momento vem mantendo a linha dos discursos de posse. Só para relembrar em linhas gerais os novos prefeitos disseram que diante da grave crise econômica do país, implementaram na primeira semana de trabalho uma medida simbólica a qual espero que ultrapasse a fronteira da simbologia e alcance o Brasil real: que é o corte amplo no número de secretarias.








A matéria citada diz que o jornal fez uma pesquisa que mostra o seguinte: em 14 prefeituras das capitais, foram cortadas 104 secretarias e órgãos com este estatus. O que podemos perguntar aqui é se houve este corte, será que estas secretarias eram realmente necessárias? Será que estas secretarias que foram eliminadas não poderiam fazer parte de alguma já existente, mas sem aumentar o número de funcionários? Outra pergunta que faço é a seguinte: Será que se os prefeitos anteriores se tivessem administrado a cidade e o dinheiro com sabedoria, teríamos chegado nesta crise? Ficam as perguntas no ar para reflexão.
Ainda de acordo com a reportagem, com as mudanças, o número de secretarias nas capitais caiu para 533.






Vale a pena citar um dado desta reportagem: Na Capital do Rio Grande do Sul - Porto Alegre - foi onde teve o maior corte. Existiam 37 secretarias e órgãos que tinham este status, agora na gestão de Nelson Marchezan Jr. (PSDB) restam 15.
Em São Paulo - capital do estado - o prefeito João Dória cortou secretarias. A prefeitura paulistana tem agora 22 secretarias ante as 27 e tem mais. O prefeito do PSDB pretende ainda cortar 30% dos cargos comissionados.
Mesmo em capitais onde prefeitos foram reeleitos, a medida do corte foi adotada. Em Refice (PE) por exemplo,  o prefeito Geraldo Júlio (PSB) reduziu o número de secretarias de 24 para 15.
De acordo com informações da reportagem, a prefeitura não estabeleceu uma meta  para o corte dos cargos comissionados mas, espera economizar cerca de R$ 80 milhões ao ano com as mudanças na estrutura organizacional. Estes são alguns exemplos que a reportagem traz.

Ao ler esta reportagem, algumas questões como: será que não chegou a hora dos estaduais e Federal seguirem o exemplo das prefeituras e realizarem cortes? 
Realizando estes cortes de fato, quanto  dinheiro seria economizado que poderia ser investido em setores importantes como: Educação, Saúde, Infraestrutura entre outros?
Não seria interessante seguir o exemplo de algumas cidades onde os vereadores e prefeitos tiveram seus salários reduzidos, e os deputados Estaduais e Federais, senadores, governadores, Presidente da República, Ministros,entre outros tantos seguirem o exemplo e cortarem seus salários, benefícios e mordomias?
Vou ainda mais longe, porque não cortar o número de deputados e senadores para chegar ao número de 54 deputados e  54 senadores?







Estes cortes me fazem levantar mais questões: Se efetivamente o cortes forem feitos, imagino que poderíamos pensar em diminuir a quantidade de impostos existentes no país e, consequentemente, os tributos que ficarem poderiam ter a alíquota reduzida?
O pais com uma estrutura mais enxuta, com menos impostos e com uma alíquota menor dos que permanecerem não tornariam o país mais competitivo e eficiente? O Pais tendo um custo menor porque reduziu a aliquota de impostos e a quantidade deles, não tornaria os produtos mais baratos e, sendo assim, não teríamos mais produtos vendidos dentro e fora do Brasil e a arrecadação do governo não aumentaria pelo maior volume de produtos vendidos?






Para que estes cortes aconteçam é bem provável que o governo não fará isso por vontade própría e cabe ao povo brasileiro iniciar a fazer sua parte como cidadão. Começar a fiscalizar e cobrar por estas e outras importantes mudanças que o Brasil precisa tanto. As mudanças não virão por sí só.Vai ser fácil? Não, não será fácil não! Mas é preciso começar a pensar a virar o jogo para que as mudanças aconteçam. Que tal refletirmos sobre o assunto? Mesmo porque é necessário que o povo deixe claro ao governo que é injusto impor sacrifícios apenas ao cidadão comum enquanto o governo não faz a sua parte e não impõe a si mesmo a sua cota de sacrifício. O povo não aguenta mais pagar a conta!




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*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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