Segurança pública: Onde está nosso Rudolph Giuliani?

"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade." George Orwell



Foto do CPP de Bauru/SP Crédito imagem: Internet




Caros amigos e inimigos leitores,


Ontem em Baurú - cidade localizada no interior do estado de São Paulo -  tivemos a primeira rebelião de 2017 do estado de paulista, ano em que deixou evidente a crise no setor penitenciário, com as rebeliões de Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte.(clique no nome dos estados para ler a respeito das rebeliões).
A penitenciária de Bauru tem o mesmo problema da maioria - para não dizer na totalidade - dos presídios brasileiros, a superlotação. O Centro de Progressão Penitenciária (CPP) 3 tem capacidade para 1.124 detentos mas atualmente tem 1.427. Em poucas palavras são 303 presos acima da sua capacidade.
Segundo informações do que foi noticiado na imprensa, o tumulto começou quando detentos colocaram fogo no prédio de dois pavilhões. E de acordo com o Sidicato dos Agentes Penitenciários (SAP) a motivação da revolta foi a apreensão de um celular por volta das 8 da manhã da terça-feira (24).
A notícia a respeito do assunto informa que cerca de 200 detentos fugiram e que 79 foram recapturados. Para ler mais a respeito, clique aqui!
Mas ao citar a notícia da rebelião em Bauru, além das que aconteceram em Manaus, Roraima e Rio Grande do Norte -veja no primeiro parágrafo, o nome dos estados tem link para a noticia sobre as rebeliões que aconteceram - mostra que os presídios no Brasil são um verdadeiro barril de pólvora e que a crise no sistema prisional, não é de hoje! As rebeliões são fruto desta crise que já é antiga.







Os presidios estão superlotados, se não são todos, a maioria está com este problema e o que o brasileiro vê quando estas rebeliões acontecem? As autoridades vão a televisão, aos jornais declaram que vão buscar uma solução para o problema - ou problemas - que o sistema penitenciário tem e, ao ver um momento de calmaria, não se fala mais no assunto dando a impressão de que nada aconteceu e que está acontecendo.
O que é preciso ver é o seguinte: não adianta apenas atacar os efeitos que são os presidios lotados, é preciso atacar as causas para reduzir e/ou evitar que mais pessoas sejam presas.
Seria em meu ponto de vista, necessário que se invista no social que se crie oportunidades para quem não quer entrar na vida do crime.
Sim, é preciso separar o joio do trigo. Por que digo isso? Respondo o seguinte: Quantos jovens entram para a vida do crime porque não tem outra escolha, porque estes jovens não tem a oportunidade de escolher o caminho do bem, do estudo, de poder ganhar a vida de maneira digna?

Claro! Não vamos ser ingênuos! A vida é feita de escolhas e, é óbvio, há pessoas que acabam escolhendo o caminho ilegale  que um dia o levará a prisão.







Mas a grande questão é a seguinte: Por que a demora por parte das autoridades em começar a discutir e buscar soluções para esta crise? Por que o cidadão brasileiro deve se sentir refém do crime seja em sua casa, seja andando nas ruas.
O pior de tudo é o cidadão tem que sair de casa porque não pode ficar encarcerado em seu lar, pois ele tem suas obrigações diárias, aí ele sai para trabalhar, fazer compras,  enfim o cidadão de bem tem que cuidar da sua vida mas, hoje o medo é tanto, que ele não sabe se vai voltar para sua casa e rever seus familiares. Enfim, somos todos vítimas do caos e da falta de segurança. Clique no link ao lado e leia o artigo "Somos todos reféns da insegurança pública"
Pergunto até quando o cidadão de bem será refém de rebeliôes em presídios? Até quando seremos vítimas dos Comandos Vermelhos e dos PCCs da vida? Quando o cidadão de bem poderá voltar nas ruas sem medo de ser assaltado, ou ser assaltado e morto? Quando teremos discursos que tragam medidas que realmente sairão do do discurso e serão postos em prática para combater a criminalidade e a violência no Brasil?
Os brasileiros são massacrados com uma pesada carga tributária e que tem uma alíquota alta mas o retorno é muito abaixo do que deveria ser e já que o assunto é segurança pública, vemos pouco retorno neste setor, sem falar na Educação, Saúde entre outros que estão mergulhados no caos e largados ao "Deus dará e proverá"! Até quando teremos que tolerar e suportar uma situação que já passou do insustentável? Até quando nós cidadãos brasileiros estaremos abandonados a própria sorte e a mercê de bandidos e criminisos da mais alta periculosidade?


O ex-prefeito da cidade de New York (EUA) que implantou a "Tolerância Zero"
contra criminosos, reduzindo assim a criminalidade na cidade americana!



Será que não é a hora de o Brasil ter o seu Rudolph Giuliani (clique no nome do ex-prefeito de New York (EUA) e saiba mais)que ao ser eleito prefeito de New York, estabeleceu a "Tolerância zero" contra criminosos e assim reduziu a criminalidade na cidade americana a qual Rudolph foi prefeito?
Passou da hora de vermos o problema da segurança pública ser encarado de frente e que a solução seja estabelecida por meio de metas! Este problema se resolverá da noite para o dia? Certamente que não, mas não adianta ficar adiando e enrolando para buscar soluções para que a criminalidade seja  no mímino reduzida?
Sejam quais forem as soluções certas e adequadas a serem tomadas, estas decisões estão demorando para serem tomadas e enquanto isso o cidadão brasileiro de bem, sofre as consequências da criminalidade.
Outra coisa que é preciso citar é que as leis devem acabar com a sensação de impunidade e punir de maneira rigorosa o bandido, passou da hora do criminoso temer a lei e ter a certeza de que ele ao cometer um crime, será punido com a pena que lhe cabe e que será de acordo com a gravidade de seu ato.
Pergunto também, onde estão os direitos humanos do trabalhador que acorda cedo e, muitas vezes, chega tarde em casa porque estava trabalhando para sustentar de maneira honesta a sua família?
Quando teremos, enfim, uma polícia  valorizada, um treinamento e salário dignos  para sustentarem suas famílias e pelo trabalho valoroso que fazem? Quando teremos leis que não tenham brechas e que irão acabar com a sensação de impunidade e que vão castigar criminosos com o rigor devido?
Para a reflexão das autoridades: De quantas Sofias - criança de 2 anos morta no Rio de Janeiro vítima de bala perdida - serão necessárias para que as chamadas autoridades comecem a tomar providências sérias e duras contra a criminalidade? De quantas enfermeiras retornando para casa após seu plantão, terão que ser mortas para que estas autoridades se dêem conta da gravidade da situação? Em resumo, quanta gente inocente deve morrer, vítima da criminalidade para que percebam a gravidade da situação?

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Twitter: @FrancoBarni




*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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