Somos todos reféns da insegurança pública

"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade." George Orwell











Caros amigos e inimigos leitores,


Como qualquer brasileiro, fico aborrecido e revoltado ao ler - ou assistir nos telejornais - notícias de que mais uma pessoa inocente, foi vítima das chamadas balas perdidas.
Dessa vez, a vítima é uma menina bonitinha de 2 anos que estava inocentemente se divertindo nos brinquedos de uma lanchonete localizada na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro (capital do estado).
Uma criança que com toda a certeza, tinha um caminho a sua frente, uma vida inteira para aproveitar e planejar seu futuro mas tudo isso acabou quando ela foi vítima de uma bala perdida que lhe tirou a vida.
Antes do enterro da menina - ou seria melhor dizer anjo, sim porque crianças desta idade são verdadeiros anjos - tinha um compreensível clima de revolta e, sinceramente, não há como evitar este clima e muito menos condenar a revolta dos familiares e de todas as pessoas de bem sejam desta família que é vítima, seja de todo o cidadão de bem ao tomar conhecimento de uma tragédia como esta.






O desabafo da avó da menina, traduz bem a indignação dos familiares e dos brasileiros de bem que pagam seus impostos e que tem retorno - para não dizer quase nenhum retorno a altura - "É um sentimento de impunidade. A gente não pode levar as crianças para brincar no parquinho. É um sentimento de revolta. O meu coração está despedaçado. Ela era muito intensa, pareceia que ela tinha pressa de viver". Disse a avó da criança.
Agora, como sempre, diante da comoção pública que o caso provoca, as autoridades vão diante dos microfones e prometem apurar, ir até o fim....Eu me pergunto, e depois de passada esta turbulência, será que este caso será mais um que vai cair no esquecimento ou podemos esperar que desta vez será diferente e realmente o culpado - ou culpados - serão punidos? Qual será a atitude das autoridades? Podemos realmente esperar uma atitude que nos surpreenda ou será que esta vítima será mais uma que entra para a estatística? O tempo vai dizer! Para ler a notícia na íntegra deste caso, clique aqui!




É preciso que o cidadão também faça sua parte e não permita que este e outros casos iguais caiam no esquecimento e que se transformem em mais um número para as estatísticas.
As autoridades precisam acordar para que não sejamos mais o país da impunidade, onde crimes graves acontecem e ficam por isso mesmo como se nada tivesse acontecido.
Há vários anos que se fala de impunidade e quem deveria fazer reformas sérias nas leis para que as leis sejam mais duras e aplicadas fica inerte só no discurso de que irão fazer as mudanças enquanto isso, novas vítimas surgem enquanto as anteriores caem no esquecimento e nada é feito.
Não é possível que o mundo está errado apontando a impunidade que impera e quem está certo é quem deveria fazer algo e nada efetivamente acontece.
O Brasil precisa de reformas profundas nas leis e nas políticas sociais. Até quando o cidadão de bem que paga seus impostos será a vítima da impunidade e na ineficiência em combater a criminalidade? Até quando veremos cidadãos de bem, crianças entre outros serem vítimas de bala perdida? 





Até quando seremos cidadãos que devem transformar suas casas em presídios ao colocar grades aqui e ali para aumentar a segurança porque a que o Estado oferece hoje não é o suficiente para garantir que não seremos a próxima vitima de um bandido? 
Quando veremos a criminalidade cair porque o Estado fez sua parte de forma eficiente e eficaz no quesito segurança e também na área social ao oferecer oportunidades para escolher o caminho do bem?
Se a violência no Brasil nos últimos anos está aumentando, é porque os investimentos no Social, na Segurança e na aplicação das leis estão sendo ineficientes e;ou não acontecem da maneira correta. Quando vão enxergar isso?
Quando enfim, veremos os Direitos Humanos do cidadão de bem, honesto que acorda cedo para ir trabalhar para prover o sustento de sua família ser defendido pelas autoridades?
Quando o Brasil terá seus problemas levados mais a sério e com pessoas que queiram efetivamente resolvê-los? Claro, nada será resolvido da noite para o dia mas é preciso arregaçar as mangas de verdade e buscar as soluções de maneira séria, não apenas dar a impressão de que algo está sendo feito. 
Cabe ao cidadão também fazer a sua parte fiscalizando, cobrando e levando ideias para que caminhos e alternativas para a solução dos problemas seja encontrada, não podemos apenas esperar que só as autoridades façam a sua parte, nós precisamos fazer a nossa.
Se as mudanças não começarem o quanto antes, seremos eternas vitimas e reféns  não só da insegurança pública mas, também da má administração pública.
Parte da reforma das leis, poderia e deveria reduzir a maioridade penal para 16 anos e, quem não atingiu a maioridade e agir como adulto quando cometer um crime,a lei deve copiar o exemplo das leis dos EUA e da inglaterra que julga o menor como adulto em casos de crimes como latrocínio entre outros.





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Twitter: @FrancoBarni




*Franco Barni (MTB 29.942)

*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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