Desemprego: Não é hora de apontar culpados, é hora de buscar soluções

"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário"! George Orwell (Escritor e Jornalista)








Caros amigos e inimigos leitores,



O presidente Michel Temer participou de um evento realizado na Revista Exame e, durante a sua fala, explicou que o Estado brasileiro se endividou muito acima de sua capacidade nos últimos anos, o que gerou recessão e desemprego. Ele frisou bem e fez questão de deixar bem claro que o problema fiscal e o desemprego foram herdados da administração da ex-presidente Dilma Rousseff - que saiu do cargo por impeachment - mesmo ele não tendo citado o nome de sua antecessora. Mas o que eu pergunto: Ele não era o vice de Dilma Rousseff?  
Temer ainda disse "Há números que explicam com clareza a situação crítica que herdamos ao assumir o governo, para que depois não digam que esse passivo é nosso", enfatizou. "Chegamos a 12 milhões de desempregados e a culpa não é minha", reforçou.
Aqui pergunto novamente,  mesmo a culpa sendo de sua antecessora, ele não fez parte do governo Dilma? Será que mesmo que seja mínima, ele não tem sua parcela de responsabilidade? 





Mas, por mais que ele esteja tecnicamente correto em dizer que sua antecessora é que tem a responsabilidade da crise que o país atravessa, políticamente e para os brasileiros não vai mudar em nada, porque hoje Temer é o presidente e a ele cabe  a espinhosa missão de buscar alternativas e rumos para colocar o Brasil de volta aos trilhos do crescimento para que a economia se recupere. Além disso, Temer e sua equipe de ministros devem buscar soluções para sanear as contas públicas, resolver a dívida da União e, junto aos Estados brasileiros, buscar soluções para que o país saia desta crise o quanto antes.





Temer precisa no minimo colocar o Brasil no caminho certe neste ano de governo que lhe resta já que em 2018, teremos eleições majoritárias - para eleger presidente, governadores, deputados e senadores - vale lembrar que o brasileiro está mais atento. Não sou videnta mas, há boas chances de se repetir o que aconteceu nas eleições municipais de 2016 onde houve mudanças drásticas e o PT foi o que mais perdeu reduzindo e muito o número de prefeitos e vereadores eleitos.






Temer ainda disse que seu governo não quer um Estado Mínimo, mesmo porque as demandas sociais são muitas e urgentes, mas ele não quer um Estado pesado que alimenta a incompetência e o desperdício. Para ler a íntegra da matéria sobre o assunto, clique aqui!
Se isso é o que seu governo quer,  em meu ponto de vista, está na hora de Temer se reunir com ministros, deputados e senadores e propor a redução de gastos, e pensar em cortes inclusive de cargos comissionados, mordomias dos parlamentares que estão no Congresso Nacional - incluo aqui até as benesses do próprio presidente - se faz necessário, reduzir o número de parlamentares, hoje são 513 deputados e 81 senadores podemos pensar em 54 senadores e 54 deputados, incluindo neste número os suplentes. Sem falar que é hora também de reduzir ministérios.
Por mais que Temer possa ter razão em responsabilizar seu antecessor pela crise, os desempregados não estão preocupados com isso. O que o cidadão que perdeu seu emprego quer saber é como ele vai sustentar sua família e pagar suas contas, uma vez que sem um emprego para sustentar a si e sua família a sua fonte de renda secou e fica difícil para o desempregado pagar suas contas.
O Brasil não precisa de fórmulas mirabolantes, beirando a incompreensão e a insesatez para que a Economia volte a crescer, a gerar emprego e consequentemente renda. É preciso de decisões sérias, austeras, fundamentadas e consistentes para que o Brasil cresça de verdade, para valer. É preciso investir massivamente em Educação, Saúde e infraestrutura, e não nas mordomias e nos interesses de alguns "gatos pingados" mas no interesse dos brasileiros.





É preciso transformar o Brasil num país que venha atrair investimentos internos e externos para que tenhamos um crescimento econômico e a evolução de pais emergente para o primeiro mundo, onde o cidadão brasileiro e seus familiares possam ter uma vida digna e de oportunidades onde o cidadão competente busque o caminho para que ele possa investir em seu país.
Isso acontecerá quando o cidadão cobrar o governo para que ele promova as mudanças que devem ser feitas, não é mais possível aceitar que o cidadão que abre uma empresa e, no meio do jogo, o governo muda as regras. O Brasil se quer ser um país sério e de primeiro mundo, deve mudar e agir como tal, mostrar que é confiável e que vale a pena investir por aqui! Que tal refletirmos sobre o assunto.
Em resumo, não é hora de ficar apontado quem são os responsáveis pela crise, mesmo porque já sabemos quem são! É hora de buscar caminhos para a solução da crise que vivemos.







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Twitter: @FrancoBarni




*Franco Barni

*Franco é jornalista há 21 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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