MPF-PR denuncia 36 pessoas no âmbito da Operação Research

"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é ato revolucionário." George Orwell












*Elas vão responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, peculato culposo e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) ofereceu denúncia nesta terça-feira, 21 de março, contra 36 pessoas envolvidas no âmbito da Operação Research, deflagrada no mês de fevereiro, e que apontou o desvio de recursos públicos em detrimento do oferecimento de bolsas do programa de Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa (PRPPG) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

As investigações apontaram indícios concretos do cometimento dos crimes de associação criminosa, peculato, peculato culposo e lavagem de dinheiro nos pagamentos a título de auxílio a pesquisadores, bolsas de estudo no País e no exterior a diversas pessoas que não tinham vínculo com a UFPR. Entre março de 2013 a outubro de 2016 foram constatadas fraudes em 234 processos de pagamentos realizados, comprovando-se o desvio de, pelo menos, R$ 7.351.133,10

A apuração apontou que, para o sucesso da estratégia criminosa, angariavam-se nomes e CPF´s de pessoas que fossem de confiança das denunciadas Conceição Abadia, Tânia Catapan, Gisele Roland e Maria Aurea Roland, a fim de que passassem a figurar como bolsistas da instituição de Ensino Superior e depois concordassem em ir ao banco e sacar os valores ilicitamente creditados em suas contas, para repassá-los às articuladoras das fraudes.









A investigação indicou ainda que, para estes 27 bolsistas, não havia processos administrativos de concessão dessas bolsas, somente processos de pagamentos que, diferentemente dos casos de auxílios e bolsas regulares, impressionavam pela singeleza e eram basicamente compostos, tão somente, pela autorização de empenho e a correspondente ordem bancária, sem constar qualquer referência ao projeto em desenvolvimento que justificasse o respectivo pagamento e a natureza do vínculo entre a UFPR e o beneficiário (docente, servidor ou aluno).









Os denunciados são Conceição Abadia de Abreu Mendonça, Tânia Márcia Catapan, Gisele Aparecida Roland, Maria Áurea Roland, Márcia Cristina Catapan, Melina de Fátima Catapan, Aneilda Josefa de Jesus, Alceni Maria dos Passos de Oliveira, Andréa Cristine Bezerra, Andreia de Oliveira Souza Schlogl, Carlos Alberto Galli Bogado, Charlene de Mello, Cherri Francine Concer, Daniel Borges Maia, Dayane Silva dos Santos, Dirlene Chagas Lima Esmanhoto, Eder Ribeiro Tidre, Elaine Souza Lima Farias, Eliane Camargo, Ivani de Oliveira Cleve Costa, Joice Maria Cavichon, Luzinete Damasceno Sampaio, Marcio Ronaldo Roland, Marcos Aurélio Fischer, Maria Alba de Amorim Suarez, Maria Eduarda Amorim Suarez, Michela do Rocio Santos Notti, Mydhia Silva dos Santos, Norberto Ferreira dos Santos, Patricia Vargas da Silva do Nascimento, Paulo Allan Roland Bogado, Pedro Amorim Suarez Campos, Jorge Luiz Bina Ferreira, Maria Eliete da Silva, Edílson Sérgio Silveira e Graciela Ines Bolzon de Muñiz.

Na denúncia o MPF-PR também requer a reparação dos danos causados pelos fatos delitivos ora denunciados, solidariamente, no valor mínimo de R$ 7.351.133,10.



* Com informações de Assessoria de Imprensa - Ascom - Procuradoria da República no Estado do Paraná.








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*Franco Barni

*Franco é jornalista há 21 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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