A Ilha da Fantasia e o Rei

"Não pergunte o que o seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país". John Fitzgerald Kennedy









Caros amigos e inimigos leitores,


Ontem conversando com um amigo sobre a séria crise de corrupção  e da crise política que a Ilha da Fantasia passa que tem seu auge com a Operação Lavanderia, me fez lembrar a história de um rei que ilustra bem a situação que a Ilha da Fantasia vem passando.
A História é de um país muito distante e que ficava isolado de tudo que todos conheciam. O rei deste país consumia o dinheiro dos impostos com roupas feitas por tecelões e as roupas eram confeccionadas com fios de ouro.
Mensalmente o rei mandava fazer uma roupa nova. Esses tecelões diziam que as roupas eram feitas mas na verdade, as roupas não eram confeccionadas.
E como rei era tão egocêntrico, enxergava o próprio umbigo, era esse o seu limite, ele não via que as roupas não eram feitas.
Os tecelões chamavam o rei dentro do atelier para que ele experimentasse a roupa nova dizendo que era maravilhosa! Mas na verdade, não tinha nada.
Um dia, o rei disse que já que os tecelões faziam roupas maravilhosas, o povo tinha o direito de ver como ele anda vestido dentro do palácio, as roupas que o rei usa e as riquezas do palácio, quanto ouro o país tem.
O rei resolveu desfilar pela cidade, o povo sabia que o rei estava sem nenhuma roupa, que o rei estava nu e, mesmo assim, o povo aplaudia. Mas porque o povo aplaudia? Porque era uma cegueira coletiva. Era uma ilusão total do povo.











Mas, enfim, o que aconteceu? No meio desta cegueira coletiva? No meio desta cegueira do povo,  uma pessoa -  uma criança - se manifestou, e criança como todos sabemos não mente. 
A criança no meio do povo que aplaudia a roupa do rei que não existia, disse: "Nossa!! Mas eu não estou vendo nada!! O rei está pelado!". O rei escutou o que a criança disse e parou na hora o desfile!
O rei pediu para que todos ficassem em silêncio e pediu para que seus servos procurassem  a criança que disse que a majestade estava pelado e que a trouxessem a criança ate ele. Ele fez este pedido porque todos estavam aplaudindo a sua roupa e como podem dizer que estou pelado?
Os servos encontraram a criança e a levaram até a presença do rei. Ao conversar com o rei, a criança disse a ele que o rei deveria ir até a sua casa e, embora eu tenha um espelho muito velho e quebrado, o senhor poderá confirmar que sua majestade não está usando nenhuma roupa...o senhor está pelado. Foi o que o rei fez. 
Foi neste espelho velho e quebrado, que o rei enxergou a realidade, que ele estava pelado, que ele estava sem roupa. E que ele estava sendo aplaudido por uma coisa que não existia, que servia apenas para alimentar o ego do rei, apesar de todo o sofrimento do povo.
O povo preferia ficar cego, do que enxergar uma situação deprimente. Será que não era por comodismo?  Será que comodismo não era  para não ter que passar por uma mudança radical? Será que o comodismo não era para não enfrentar períodos turbulentos para que o país viesse a viver dias melhores?
Mas por que eu usei o espaço deste artigo para contar esta história? Porque, na Ilha da Fantasia foi necessário que alguém, como a criança da estória relatada acima dissesse que o "Rei está nu" que levasse o povo diante do espelho para que visse os escândalos de corrupção, que não adiantava os súditos da Ilha da Fantasia aplaudir seu Rei que não enxergava nada além de seu umbigo, e apontassem para os vários escândalos de corrupção descobertos pela Operação Lavanderia que deixavam o povo na miséria, doentes sofrendo em hospitais públicos.
Corrupção que na Ilha da Fantasia, gerou crise política e financeira, causou desemprego, e desconfiança do povo em relação a Corte da Ilha da Fantasia.








Será que os habitantes da Ilha da Fantasia ao colocar o povo diante do espelho velho e quebrado para mostrar a realidade da Ilha da Fantasia - assim como a criança da estória que colocou o rei diante do espelho para que enxergasse a verdade -  deram um choque de realidade no povo fez com que estes cidadãos despertassem da ilusão e começassem a sair da zona de conforto e mudar a história do país?
O cidadão da Ilha da Fantasia apesar de ter um choque no início, arregaçou as mangas e começou a mudar a história política do país.
Uma mudança para melhor, com novos políticos, com leis mais claras e eficientes e, acima de tudo, transparente entre e que acabaram com a impunidade nos vários tipos de crimes como corrupção, assaltos, entre outros.
A Ilha da Fantasia após enxergar a realidade diante do espelho velho e quebrado, vem promovendo mudanças profundas a cerca de dez anos. Não é fácil mudar, as melhorias não acontecem da noite para o dia mas, é preciso sair da zona de conforto e talvez a necessidade de realizar a própria "Revolução Francesa"?
Será que no Brasil não será necessário que exista alguém que faça como a criança da estória do Rei que diga aos brasileiros a verdade, e que mostre no espelho velho e quebrado todos casos expostos pela Lava Jato?
Será que não é hora da "criança" se manifestar e contar tudo que está errado em nosso amado Brasil para que possamos - com o choque de realidade - fazer as tão esperadas mudanças verdadeiras que o o país precisa. Olha, é muita coisa para mudar... para que tenhamos um  Brasil mais justo com seu povo, e que tenhamos serviços públicos como Saúde, Educação e infraestruturas dignas para o povo brasileiro?
É prezado leitor!!! Chegou a hora de sairmos da nossa comodidade, da zona de conforto, e enxergamos o que ao faz mal ao país e ao cidadão e começarmos  a cobrar pelas mudanças e cuidar melhor de nosso país. Que tal pensarmos sobre o assunto?




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*Franco Barni

*Franco é jornalista há 22 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,escreve no Jornal de Lins (clique no nome do jornal para acessar), foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui


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Um comentário :

marlene disse...

Pois é... mas o povo brasileiro não quer enxergar. Preferem enxergar novelas, festas, carnaval etc. Tudo menos a situação politica do Brasil.